A Educação Física e a Psicomotricidade como instrumentos valorosos para a inclusão da criança com TEA em seu meio social

Flávia Roberta Dias de Santana Lopes

 

A Educação Física e a Psicomotricidade são instrumentos valiosos para a inclusão da criança com TEA em seu meio social. A Educação Física é uma prática pedagógica que dispõe de atividades corporais expressivas. Isso significa que ela é em si um processo de ensino-aprendizagem de elementos da cultura humana ligados ao movimento, podendo, assim, ser chamado de cultura corporal (SOARES et al., 1992). Dessa forma, aprender seus elementos é essencial na inclusão social das crianças, é aprender a prática, mas principalmente compreender que os movimentos humanos têm significados para além da simples realização de uma ação.

A Educação Física trata de maneira especial o movimento humano por suster-se da dinâmica de interação do indivíduo com o meio social, sendo por meio do movimento que o ser humano age sobre o ambiente que está ao seu redor para alcançar objetivos idealizados (TANI, 2008). Por conseguinte, quanto maior for o domínio de um ser sobre seus movimentos, maior sua chance de obter êxito em seus objetivos. Esse processo pedagógico deve respeitar as individualidades de cada sujeito, considerando, assim, suas potencialidades.

No aspecto do comportamento motor, o objetivo é levar cada indivíduo a diversificar e complexificar seu repertório motor (TANI, 2008). À vista disso, a Educação Física busca o desenvolvimento da máxima potencialidade de cada ser, levando em conta as particularidades biológicas, culturais, sociais e psicológicas que o constituem e, muitas das vezes, utilizando da psicomotricidade para alcançar seus objetivos.

A Psicomotricidade, assim como a Educação Física, possui grande importância na formação da criança. De acordo com a Associação Brasileira de Psicomotricidade (2019), ela é nomeada dessa forma para se referir a uma noção de movimento organizado e integrado consoante às vivências do indivíduo, em que sua ação é consequência de sua individualidade, socialização e linguagem. Para Alves (2007), o desenvolvimento psicomotor é decorrente das mudanças em aspectos da organização psíquica e orgânica que ocorrem desde a concepção do ser humano até o seu envelhecimento.

A Psicomotricidade está sendo utilizada de forma recorrente como um modo de linguagem, fazendo parte do cotidiano das crianças na educação infantil, sendo um mecanismo que contribui com o desenvolvimento psicológico, social e pedagógico da criança, favorecendo, assim, a sua interação com os demais sujeitos, divertindo-se de maneira prazerosa e lúdica e treinando suas habilidades (BEZERRA et al., 2020).  Dessa maneira, pesquisas indicam as vantagens da psicomotricidade na educação infantil, estando essa criança em qualquer condição, como no Transtorno do Espectro Autista (TEA) (BEZERRA et al., 2020).

O TEA, segundo Camargo e Bosa (2009), caracteriza-se como desenvolvimento acentuadamente atípico na interação social e comunicação e pela presença de um repertório restrito de atividades e interesses. A psicomotricidade, na atualidade, tem sido uma ferramenta de grande valia para a inclusão de crianças com TEA em seu meio social, pois contribui ricamente com o desenvolvimento motor, afetivo e cognitivo da criança, auxiliando, por exemplo, no desenvolvimento global (MANEIRA E GONÇALVES, 2015, p. 2). A evolução na educação é notória quando se trata da inclusão da psicomotricidade nas instituições escolares, pois ela corrobora com o desenvolvimento pessoal das crianças e as ajuda a superarem suas barreiras, sejam elas “psíquica, motora, autoestima, autoconfiança, socialização, impulsos para vencer obstáculos na fala, concentração, que envolve percepção, sentimento e experimentação” (BEZERRA et al., 2020).

Assim sendo, é necessário que as crianças sejam estimuladas a arriscar, a não desistir, pois é preciso que elas experimentem e tenham diversas vivências. A partir disso, a psicomotricidade contribui para que o indivíduo encontre-se em condições de igualdade para com o próximo, estando livre para desempenhar tarefas que são suas de direito, como ir à escola, frequentar os diversos espaços sociais, tarefas domésticas, ações de forma autônoma – escovar os dentes, colocar os sapatos e amarrar o cadarço, entre outras – corroborando com o progresso de suas potencialidades partindo do respeito a suas condições sociais, cognitivas e afetivas (BEZERRA et al., 2020).

De acordo com Bezerra et al. (2020), a psicomotricidade favorece a inclusão porque possibilita a criança com TEA a “apropriar-se de sua imagem e esquema corporal e da consciência de seu corpo dentro de um ambiente ou de um contexto” (p. 9). É de suma importância a participação da família nas atividades de intervenção, pois a mesma, sendo orientada da forma correta, pode realizar as atividades em casa, aumentando as chances da evolução da criança e das mudanças tornarem-se permanentes. Sendo assim, a Educação Física e a Psicomotricidade são instrumentos valorosos para a inclusão da criança com TEA em seu meio social.

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