A pesquisa em saúde e o desafio da relação ciência-sociedade

A pesquisa em saúde é um componente fundamental para o crescimento e desenvolvimento de um país. Notoriamente, investimentos em ciência e tecnologia, sejam do governo ou da iniciativa privada, são indispensáveis para se determinar altos níveis de eficiência econômica e produtividade de qualquer nação.

Por meio do método científico, a pesquisa nos permite analisar o mundo e ver além do que os olhos podem enxergar. A curiosidade científica do ser humano ao longo de sua história é, sem dúvida alguma, a principal responsável por tudo que a humanidade construiu até aqui.

Especificamente em saúde, as pesquisas trazem uma contribuição direta – a partir do desenvolvimento de métodos diagnósticos, tratamentos, tecnologias medicamentosas, etc., que melhoram a qualidade no fornecimento da atenção à saúde – e de forma indireta – por meio do impacto da saúde na atividade econômica, devido ao fato de que ela ajuda a criar e manter uma cultura da evidência e da razão que predispõe não somente o objetivo curativo de doenças, mas também a prevenção e promoção à saúde, favorecendo ao indivíduo e à sociedade meios para a melhoria da qualidade de vida da população.

As organizações de saúde, sejam públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, são complexas e, por isso, seus gestores necessitam de informações válidas, confiáveis e atualizadas para decidirem o que fazer. A pesquisa científica é uma fonte importante de informações desse tipo. A utilização do conhecimento científico não é, todavia, algo simples e intuitivo. Há uma série de fatores que permeiam a relação entre ciência e tomada de decisão. Tais fatores precisam ser observados para que todos possam se beneficiar da produção científica.

O conhecimento e as ferramentas disponíveis nem sempre são adequados para resolver os problemas de saúde existentes e há uma necessidade constante e sem fim de gerar novas informações e desenvolver maneiras melhores, e mais efetivas, de proteger e promover a saúde e de reduzir as doenças.

Isso tem gerado um dilema para os gestores: o de financiar pesquisas que podem eventualmente levar a intervenções aperfeiçoadas e melhores resultados. E os desafios não param por aí… Assim como ocorre em outros países, no Brasil, há dificuldade de se incorporar os resultados das pesquisas no sistema e serviços de saúde. Faz-se necessário, portanto, investir em estratégias eficientes de disseminação de informações que possibilitem abreviar este hiato existente entre o novo conhecimento e a sua utilização em benefício da população.

A relação entre ciência, tecnologia e sociedade traz questões cruciais para os dias de hoje. Esta relação é muito mais complexa do que a pergunta simplória sobre qual seria a utilidade prática da produção científica. Ela passa por uma série de questões, tais como: de que forma a ciência e as novas tecnologias afetam a qualidade de vida das pessoas e como fazer com que seus efeitos sejam os melhores possíveis? Quais são as condições sociais que limitam ou impulsionam a atividade científica? Como ampliar o acesso da população aos benefícios gerados pelo conhecimento científico e tecnológico?

Concluindo, é preciso construir espaços de diálogo e de comunicação sinérgica entre os pesquisadores, gestores, profissionais de saúde e usuários para que a pesquisa possa buscar as respostas que satisfaçam às perguntas de todos, levando-se em conta seus interesses e necessidades. Não é tarefa simples, menos ainda tarefa fácil. Todavia, é preciso persistir e ir além.

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