O lado humano da mudança

O começo do ano é tipicamente marcado pelo início de várias atividades. É um período no qual iniciamos super energizados e com muitas promessas de mudanças: “Esse ano volto a estudar” ou “Esse ano eu prometo que cuidarei mais da minha saúde”, e ainda “Esse ano vou iniciar aquele projeto que sempre sonhei”. Todos já conhecem essas histórias das promessas de início de ano.

A grande pergunta é “Por que não consigo colocar em prática essas mudanças que fariam tão bem para mim”?

Para que você consiga entender o motivo, segue um resumo explicativo sobre o fantástico mundo do cérebro. Vamos juntos nessa viagem?

A mente humana envolve muitos mistérios. O fato de não compreendermos como são os mecanismos utilizados pelo cérebro para produzir um pensamento ou a forma com que reagimos ao mundo que nos rodeia acaba, por muitas vezes, fazendo desse assunto algo que não se é discutido com naturalidade.

De forma simples, o motivo de tanta dificuldade em mudar e o esforço que precisamos investir para criar novos hábitos é porque o cérebro tem como principal missão nos manter vivo. E para cumprir essa nobre missão ele opta pela lei do menor esforço. Sabe o que isso quer dizer? Que para o nosso cérebro aprender novos comportamentos não é interessante, pois isso requer um gasto enorme de energia.

É por esse motivo que temos tanta resistência ao novo, pois navegar em águas desconhecidas requer que o cérebro mapeie uma série de informações para transformá-las, posteriormente, em um comportamento automático, ou seja, você não precisa ficar pensando em cada passo que irá dar para executar aquela atividade, você simplesmente a faz sem grande esforço.

Agora que você já tem essa informação, eu preciso lhe dizer que cada um de nós tem uma percepção do mundo de acordo com a nossa história de vida. Nossas experiências nos fornecem crenças, que são mapas que nos ajudam a navegar nessas águas turbulentas do mundo. Temos crenças sobre nós, sobre os outros e sobre o mundo.

A boa notícia é que, uma vez que temos a consciência disso podemos começar a escolher o que queremos conservar e o que desejamos mudar nos nossos hábitos. Mas já quero lhe dizer que adquirir um novo hábito é como se preparar para uma maratona: você precisa primeiro aprender a correr.

Agora que você já sabe que não é necessário sofrer para sempre do “complexo de Gabriela” (Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim…), vamos para algumas estratégias que você pode usar nessa guerra contra o sedentarismo do cérebro:

  • Escolha uma mudança de hábito que deseja iniciar e mantenha-se focado (a) no seu objetivo: na maioria dos casos, não conseguimos adquirir um novo hábito por querer realizar mudanças muito radicais. É nessa hora que o nosso cérebro entra com um mecanismo muito conhecido, a procrastinação, que serve para economizar a sua energia. E, assim acabamos deixando aquele plano para depois;
  • Quando decidir iniciar uma mudança, comece imediatamente: aquela história de que é melhor começar na segunda-feira só dá tempo ao seu cérebro de “pensar” em desculpas plausíveis para que você não ponha em prática o seu novo estilo;
  • Tenha um plano de voo: descreva de forma detalhada qual é o seu plano, quanto tempo dedicará a essa nova atividade, como avaliará os seus progressos e em quanto tempo deseja atingir aquele objetivo;
  • Lide de forma positiva com os fracassos: entender que aprender algo novo é uma luta diária e que você pode perder algumas batalhas. O mais importante aqui é voltar rapidamente para o plano estabelecido e buscar entender o que o fracasso lhe trouxe de aprendizado;
  • Se recompense: se presentear é uma forma poderosa de proporcionar um bem-estar ao organismo. Recompensas nos geram prazer e felicidade. Nosso cérebro é viciado nisso e irá querer realizar cada vez mais aquela atividade em busca da tão sonhada recompensa;
  • Utilize-se desse novo hábito para começar novas mudanças: uma vez que você provou ao seu cérebro os prazeres de aprender algo novo e que mesmo gastando um pouco mais de energia você ainda está muito vivo (a), é hora de utilizar o seu grande potencial para realizar aquelas mudanças radicais que você sempre sonhou.

Agora que você está empoderado (a) com tantas informações, que tal começar agora essa aeróbica do cérebro.

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