Programa Respeito Gera Respeito reúne colaboradores da Agir para refletir sobre o impacto da empatia no ambiente hospitalar
A Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir) promoveu, nesta terça-feira (18/8), a live “Como acolher os acompanhantes no dia a dia?”, como parte do cronograma de ações do Programa Respeito Gera Respeito. Realizado de forma on-line, o encontro integrou as atividades previstas para o Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad) no mês de agosto, e teve como objetivo discutir o impacto da empatia e do acolhimento no ambiente hospitalar, com foco na experiência de pacientes e acompanhantes.
A palestra foi mediada por Alessandra Rocha, analista de marketing da Agir, que conduziu o diálogo e destacou as ações previstas pelo Programa Respeito Gera Respeito até o final do ano. A convidada foi a psicóloga Carina Boaventura, especialista em neuropsicologia e professora, que compartilhou conhecimentos e promoveu reflexões sobre a importância de “expandir as lentes” para enxergar o indivíduo para além do diagnóstico ou da queixa clínica.
Durante sua fala, Carina destacou que a empatia não é um sentimento isolado, mas um processo conduzido por mecanismos afetivos, cognitivos e comportamentais. Ela enfatizou que essa prática, no contexto da saúde, não deve se limitar aos profissionais que estão na linha de frente da assistência, como médicos e enfermeiros, mas deve abraçar também as equipes administrativas, que são fundamentais para que o acolhimento aconteça de forma plena. "Acolher não é somente ser educado ou falar bom dia; é algo que amplia o sistema e traz valorização para que o paciente se sinta compreendido e respeitado", afirmou a psicóloga.
A palestrante trouxe luz ao conceito de "dor invisível", alertando sobre o fato de que comportamentos de pacientes e familiares, muitas vezes rotulados como "difíceis", "agressivos" ou "resistentes" são, na verdade, reflexos de angústias, inseguranças, perdas e do próprio processo de adoecimento. Nesse contexto, a orientação foi para que os profissionais evitem julgamentos e rótulos e procurem compreender o que está por trás de cada comportamento.
A importância do autoconhecimento também foi destacada como elemento fundamental para uma atuação empática. Carina ressaltou que, para compreender o outro e estabelecer limites saudáveis, é necessário que o profissional reconheça os próprios limites. Segundo ela, praticar a empatia não significa concordar com todas as atitudes ou opiniões, mas reconhecer e validar a experiência do outro.
Ao final do encontro, pequenas atitudes que podem contribuir para um atendimento mais acolhedor no dia a dia foram apresentadas, como manter contato visual, explicar os processos de forma clara, oferecer ajuda e até mesmo cumprimentar o outro. Para a especialista, gestos simples contribuem significativamente para que pacientes, acompanhantes e colegas se sintam vistos, respeitados e acolhidos.
Sobre o Programa Respeito Gera Respeito
O programa tem como objetivo incentivar relações mais conscientes e responsáveis, contribuindo para a construção de uma cultura organizacional e social mais justa, inclusiva e equilibrada.
Desenvolvido de forma contínua e integrada, o programa promove campanhas, conteúdos educativos, dinâmicas e ações colaborativas que estimulam a reflexão e fortalecem práticas alinhadas aos valores institucionais.
Por meio de iniciativas como essa, a Agir busca ampliar o diálogo sobre temas relevantes para a convivência e o ambiente de trabalho, fortalecendo uma cultura pautada no respeito, na equidade e na valorização das diferenças em todas as suas unidades.
