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Programa Trilhe Teia, da Escola de Líderes, realiza módulo sobre Liderança Humanizada e Segurança Psicológica


3 de julho de 2026
Créditos: Beatriz Cândida Mendes



A Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir), através da Escola de Líderes, promoveu o 5º módulo do programa Trilhe Teia - voltado às lideranças da Rede Teia Agir - com o tema Liderança Humanizada, realizado de forma remota, na última quinta-feira (02/07). 

A palestra teve como facilitadora a coordenadora de Saúde Mental e Cultura Organizacional da Agir, Cristiane Soto, que abordou a segurança psicológica no ambiente de trabalho, condução de conversas difíceis, reconhecimento de comportamentos que fortalecem ou enfraquecem a equipe, além da compreensão do papel da liderança da segurança psicológica.

De acordo com Cristiane Soto, toda liderança comunica e o líder é um construtor de ambiente. A facilitadora ainda reforçou que a cultura da instituição não nasce somente dos valores escritos, mas das atitudes dos líderes. “Os maiores desafios da gestão em saúde raramente são apenas técnicos, eles são humanos. Justamente por isso que a liderança faz toda a diferença. Os líderes não criam apenas resultados, criam ambientes onde as pessoas conseguem dar o seu melhor”, destacou.

O que é segurança psicológica?

Ao longo da palestra, Cristiane Soto apresentou o conceito de segurança psicológica conforme Amy C. Edmondson, da Harvard Business School: “é um clima de equipe caracterizado por confiança interpessoal e respeito mútuo”. A coordenadora reforçou que se trata, na prática, do colaborador poder dizer que não entendeu, que precisa de ajuda, discordar ou que cometeu um erro. 

Cristiane ressaltou o que não é segurança psicológica, como a ausência de cobrança, permissividade, falta de responsabilidade e fazer o que quiser, além dos quatro estágios da segurança psicológica: inclusão, aprendizado, contribuição e desafio. “Uma equipe só alcança inovação quando percorre esses quatro estágios”, reforçou. 

Para a Rede Teia Agir esse tema é relevante pois pequenos silêncios podem gerar grandes consequências. Um exemplo apresentado durante a exposição foi que se uma terapeuta percebe uma falha e decide não avisar por medo da reação da coordenação, isso pode gerar erros repetidos, condutas terapêuticas inadequadas, desgaste e retrabalho.

Ferramentas práticas 

A coordenadora de Saúde Mental e Cultura Organizacional da Agir apresentou ferramentas práticas de sustentação que fortalecem uma cultura de confiança e aprendizagem contínua, para transformar a segurança psicológica em um hábito da equipe. Uma conversa estruturada após uma atividade (debriefing psicológico) e reunião antes de iniciar um projeto, atendimento ou mudança importante foram algumas das ferramentas apresentadas. 

“A segurança psicológica é fortalecida quando pequenas práticas são realizadas de forma consistente. A liderança humanizada se revela nas atitudes cotidianas que promovem confiança, aprendizagem e cuidado com as pessoas”, finalizou Cristiane Soto. 

Sobre a Escola de Líderes 

Idealizada pela Superintendência de Gestão e Planejamento, com execução pela Diretoria Corporativa de Recursos Humanos, a Escola de Líderes está dividida em quatro programas: Cultura e Sustentabilidade; Multiplica Agir, C-Level e Trilhe Teia. Um projeto pioneiro e inovador da Agir que visa reforçar a cultura institucional, a formação de novas lideranças e o compromisso com uma liderança ética, humana, estratégica e orientada para resultados. 



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