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Ensino Agir


Fórum Qualidade, Segurança e Acreditação debateu auditorias internas da qualidade na saúde


16 de setembro de 2026
Créditos: Alessandra Rocha



O Fórum Qualidade, Segurança e Acreditação realizou, nesta terça-feira (15/09), mais uma edição da série de encontros voltados à qualificação de profissionais que atuam nos serviços de saúde. Com o tema “Auditorias Internas da Qualidade na Saúde: técnicas, ferramentas e boas práticas”, o encontro foi promovido pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e pelo Instituto Ética Saúde (IES), com apoio do Ensino Agir. 

A edição contou com a participação de Roberta Assmar, Gerente Corporativa de Qualidade da Liga Álvaro Bahia Contra a Mortalidade Infantil. Durante a apresentação, a especialista abordou o planejamento e a execução de auditorias internas da qualidade, destacando técnicas e ferramentas para o acompanhamento de processos e a identificação de oportunidades de melhoria. 

Roberta iniciou o encontro questionando os participantes sobre o real objetivo de uma auditoria. Segundo ela, a prática pode ter diferentes enfoques, como fiscalização, avaliação de processos ou atuação estratégica. Nesse contexto, a auditoria interna da qualidade deve buscar a identificação de causas, e não de culpados. Assmar também apresentou diferentes tipos de auditoria, como as de sistema, processos e prontuários, cada uma com objetivos específicos. 

Outro ponto abordado foi o papel do auditor. Para a especialista, o profissional deve atuar com neutralidade, escuta ativa e comunicação não violenta, mantendo o foco na identificação de desvios e oportunidades de melhoria dos processos. Na sequência, foram apresentadas estratégias para definir uma amostragem adequada.  

A amostragem aleatória simples pode ser utilizada em situações específicas, enquanto a estratificada permite a divisão por subgrupos. Já a amostragem por risco direciona a análise para situações com maior potencial de dano. A definição do volume de itens avaliados também deve considerar os recursos disponíveis e o tempo necessário para a execução. “Ao invés de fazer uma auditoria muito grande, posso fazer com um volume um pouco menor e com maior frequência”, explicou. 

Para exemplificar os critérios de escolha, Roberta compartilhou situações reais e destacou a importância do planejamento do ciclo de auditoria. “O processo de planejamento de ciclo de auditoria também fala muito sobre a utilização de recursos da unidade”, detalhou. A classificação dos processos por criticidade também foi apontada como um recurso para definir a frequência das avaliações. “Se houver qualquer mudança de cenário ou de processo, a gente também pode recalcular a rota”, destacou. 

Antes de iniciar uma auditoria, a especialista ressaltou a importância de conhecer os procedimentos e estabelecer claramente o que será avaliado. “A gente não vai lá para encontrar não conformidades. Nós vamos verificar se o processo está funcionando como ele foi desenhado para entregar”, ressaltou. 

Ao abordar as diferenças entre documentos e a prática, Roberta explicou que a existência de um processo formalizado não é suficiente para garantir sua efetividade na rotina hospitalar. Ela apresentou situações que podem gerar não conformidades e compartilhou uma matriz de forças para auxiliar na análise dos resultados dos relatórios de auditoria. 

Outro ponto discutido foi o encerramento do ciclo de auditoria e a importância de transformar os resultados em ações de melhoria. “Não vai adiantar fazer uma auditoria tão estruturada e esquecer o plano de ação em um e-mail ou uma pasta”, pontuou. 

Ao final do encontro, Roberta respondeu às dúvidas dos participantes e compartilhou experiências sobre os desafios e as possibilidades de fortalecimento das auditorias internas nos serviços de saúde. 



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