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HDS recebe estudantes do Colégio Marista em uma manhã de afeto e aprendizado com pacientes moradores


12 de fevereiro de 2026



A visita despertou empatia, sensibilidade e troca de experiências entre adolescentes e moradores da unidade

O Hospital Estadual de Dermatologia Sanitária Colônia Santa Marta (HDS) recebeu na manhã de hoje (12/02), os alunos do Colégio Marista para um encontro marcado por escuta, descobertas e emoção. A recepção aconteceu na Capela da unidade, onde a responsável pelo Serviço de Ensino e Pesquisa, Sara Oliveira Souza, acolheu os visitantes e apresentou o espaço. Em seguida, a supervisora de Experiência do Paciente, Cledma Ludovico, compartilhou a trajetória histórica do hospital, enquanto a diretora administrativa e financeira, Adriana Lucena, deu as boas-vindas aos estudantes e destacou a importância do momento para a formação humana dos jovens.

Após a acolhida, os alunos foram divididos em três grupos para vivenciar experiências diferentes dentro da instituição. Um deles conheceu o acervo histórico do hospital e teve contato com registros que preservam a memória da assistência prestada ao longo das décadas. Outro grupo participou de uma atividade de plantio no Jardim Sensorial dos Sinos com apoio da bióloga Jannys Camarano, que explicou a proposta terapêutica do espaço. A terceira turma viveu um encontro especial com pacientes moradores, conversou, ouviu histórias e entregou cartas e presentes preparados pelos próprios estudantes.

O professor de física Trajano Reis ressaltou o valor pedagógico e humano da visita. “Na idade deles, essa iniciativa proporciona trabalhar o lado socioemocional, o contato direto com essa história desperta neles o sentimento de empatia, sensibilidade, se colocar no lugar dos moradores que não tiveram a oportunidade que eles, de estudar e conviver na sociedade”.

Entre os alunos, a experiência deixou marcas profundas. “Para mim, foi uma experiência única, uma troca, uma forma de aprender como as pessoas vivem. Aqui é um espaço grande, e eles comentaram que todos eles são amigos”, contou Beatriz Veiga, de 13 anos. Laura Urba, de 14 anos, também se emocionou. “É uma experiência que mexeu muito com a gente, conversamos e eles nos ensinaram também".

Maria Luiza, de 14 anos, relatou o impacto do encontro. “Foi incrível, pois eles queriam falar, eles perguntaram como era a escola, a vida de estudante. Quando eu vi que eles são sequelados por causa da doença, a ficha caiu.” A estudante Julia Pitaluga, da mesma idade, refletiu sobre a vivência. “Achei a experiência importante para as duas partes, coisas simples para a gente é muito para eles, isso é importante para conhecermos uns aos outros. A gente vive muito numa bolha”.

Para Maria Luiza Fernandes, de 13 anos, o momento foi transformador. “Foi algo muito incrível, poder conversar com esses idosos foi muito gratificante, nos proporcionou sair da nossa bolha. Foi impactante”.

A visita terminou com abraços, sorrisos e a sensação coletiva de que o aprendizado mais marcante aconteceu fora da sala de aula, no encontro direto com histórias de vida que ensinam sobre respeito, dignidade e humanidade.