Caminhada no Crer mobiliza comunidade por inclusão de pessoas com Autismo e Síndrome de Down
Ação marca o Dia Mundial de Conscientização do Autismo e reforça a importância do diagnóstico precoce e da inclusão social
Uma caminhada de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a síndrome de Down reuniu cerca de 100 pessoas, entre pacientes, familiares e profissionais de saúde na manhã desta quinta-feira (2/04), nos arredores do Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), unidade da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO). A ação faz alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, e ao Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado em 21 de março, e teve como objetivo ampliar o debate público e incentivar a inclusão de pessoas com deficiência, por meio da criação de ambientes mais acolhedores e inclusivos para pessoas com TEA e suas famílias.
A mobilização integra as ações da campanha mundial Abril Azul, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que busca promover conhecimento sobre o TEA, conscientizar a população, combater preconceitos, defender direitos e aumentar a discussão acerca da necessidade de políticas públicas e suporte às pessoas autistas.
Mais que uma ocasião para celebrar, a data é uma oportunidade para levar informação e aproximar famílias com integrantes com TEA. “A intenção de um evento como esse é também acolher essas famílias de crianças atípicas, informando a sociedade sobre como o autismo se manifesta e como nós podemos incluir e respeitar esses indivíduos”, ressalta a Supervisora da Clínica Intelectual do Crer, Sofia Mustafé.
Para os familiares que participaram, a caminhada, além de visibilidade, também representa pertencimento. “Eu achei muito interessante, porque temos a oportunidade de interagir com outras mães atípicas, compartilhar situações, conversar sobre vários assuntos”, relata Luzia Mota, mãe de Luis Henrique Mota, paciente do Crer. Para Maria Aparecida Brito, mãe de Hélicy Brito, diagnosticada com microcefalia, hiperatividade e TEA, a ação tem uma função terapêutica para as famílias: “Poder sair um pouco da rotina, interagir, brincar... isso acaba virando uma terapia para as crianças e para a gente também”, pontua.
A caminhada reforça a importância de ampliar o olhar da sociedade para a inclusão e respeito às diferenças, incentivando ambientes mais acessíveis e acolhedores para pessoas com deficiência.
