Rede Teia Agir promove rodas de conversa e fortalece participação ativa de pais e cuidadores
Entre os meses de abril e maio, com atividades ainda em andamento ao longo deste mês, a Rede Teia Agir realizou uma série de rodas de conversa nas unidades de Goiânia, Senador Canedo e Aparecida de Goiânia. Ao todo aproximadamente, 141 pais e cuidadores já participaram dos encontros, que seguem acontecendo como parte de uma proposta formativa contínua voltada ao fortalecimento do papel da família no processo terapêutico das crianças atendidas.
Com o tema “Como a postura ativa de pais e cuidadores pode potencializar os ganhos das terapias?”, as rodas de conversa foram promovidas pelo Ambulatório de Pais e Cuidadores da rede, por meio da psicóloga Natalia Lima, em diferentes momentos ao longo do período, contemplando atividades realizadas em abril e outras que continuam sendo desenvolvidas em maio. A iniciativa tem promovido espaços de escuta, reflexão e construção conjunta de estratégias aplicáveis ao cotidiano familiar.
Dinâmica “Aprendendo a voar” estimula reflexão prática
Para orientar as discussões, foi aplicada a dinâmica “Aprendendo a voar”, na qual um participante assume o papel de aprendiz e precisa montar uma dobradura de avião de papel a partir de instruções fornecidas por diferentes instrutores, com níveis variados de clareza e segurança.
A atividade, de caráter lúdico e interativo, permitiu observar como diferentes formas de comunicação influenciam diretamente o aprendizado, a autonomia e a confiança na execução de tarefas. Ao longo do exercício, os participantes foram convidados a refletir sobre a importância da clareza, da consistência e da previsibilidade nos processos de ensino e aprendizagem.
De forma simbólica, a dinâmica também trouxe um paralelo com a parentalidade atípica, favorecendo reflexões sobre os desafios enfrentados no cotidiano das famílias e sobre como o ambiente emocional impacta o desenvolvimento e a generalização de habilidades.
Participação ativa: mais intencionalidade, menos perfeição
Nas discussões, foi reforçado que a participação ativa de pais e cuidadores não está relacionada a “fazer mais” ou “fazer tudo certo”, mas sim a agir com intencionalidade, coerência, consistência e consciência.
Mais do que o domínio de técnicas específicas, destacou-se a importância de construir um ambiente previsível, estruturado e emocionalmente seguro, capaz de favorecer o desenvolvimento e a autonomia da criança no dia a dia.
