Acadêmicos de enfermagem e fisioterapia participam de treinamento de RCP no HMSA
Capacitação integrou teoria e prática para fortalecer a atuação segura dos futuros profissionais da saúde
A Supervisão de Ensino e Pesquisa, em parceria com a Supervisão Assistencial do Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), unidade da Secretaria Municipal de Saúde de Santana de Parnaíba, promoveu na última sexta-feira (8), um treinamento sobre Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) para os acadêmicos dos cursos de Enfermagem e Fisioterapia da Universidade Paulista (UNIP), campus Alphaville.
A iniciativa integrada foi realizada no auditório do HMSA, e teve como objetivo ampliar o conhecimento técnico dos estudantes, fortalecer a segurança durante a prática clínica supervisionada e aproximar os acadêmicos da rotina assistencial e multiprofissional no ambiente hospitalar.
A etapa teórica do treinamento foi conduzida pela supervisora do Serviço de Ensino e Pesquisa, Erika Nunes, que apresentou fundamentos técnicos da Ressuscitação Cardiopulmonar, protocolos assistenciais e diretrizes institucionais baseadas nas recomendações da American Heart Association (AHA), contemplando atendimentos em pacientes adultos, pediátricos e gestantes.
A parte prática foi ministrada pela enfermeira Xaiane Antunes, responsável por apresentar os equipamentos utilizados nos atendimentos de emergência, conduzir simulações realísticas com bonecos representando pacientes de diferentes faixas etárias e orientar os estudantes sobre as técnicas corretas de compressão torácica e manejo clínico, além de esclarecer dúvidas durante as atividades. Para Nayara, o contato precoce com a prática assistencial e multiprofissional ainda durante a graduação é essencial para a formação dos futuros profissionais da saúde.
Segundo a supervisora assistencial Nayara Dias, liderança do setor, o treinamento foi estruturado para unir teoria e prática, proporcionando uma experiência mais próxima da realidade hospitalar.
“Trabalhamos a Ressuscitação Cardiopulmonar trazendo tanto a parte teórica quanto a prática assistencial. Foram realizados estudos de caso e simulações com bonecos representando pacientes de diferentes faixas etárias, permitindo que os alunos desenvolvessem raciocínio clínico, trabalho em equipe e segurança durante o atendimento”, explicou
“É nesse momento que o aluno consegue associar a teoria à prática, desenvolver confiança, aprimorar a comunicação e compreender a importância do trabalho integrado entre as equipes para uma assistência segura e de qualidade ao paciente”, destacou, referindo-se à dinâmica que os estudantes participaram, utilizando manequins de RCP, Carrinho de Parada e seus itens, como Monitor Cardioversor e Desfibrilador e AMBU (Reanimador manual), por exemplo.
Os estudantes foram divididos em quatro grupos, cada um sorteou um caso clínico, contendo informações como idade e informações relevantes para que os mesmos estudassem uma abordagem. Cada grupo fez a representação teatral de seu respectivo caso, explicando também o porquê de cada decisão.
A supervisora também reforçou que, mesmo após o treinamento, os acadêmicos seguem com atividades práticas supervisionadas ao longo dos estágios.
“Mesmo com as dúvidas esclarecidas e as técnicas corrigidas conforme a necessidade, os estudantes continuam realizando a prática supervisionada nos próximos dias. Esse acompanhamento é essencial para consolidar o aprendizado e garantir que o conhecimento seja aplicado de forma segura e eficiente”, afirmou.
Para a enfermeira Xaiane Antunes, iniciativas como essa representam um importante momento de amadurecimento profissional para os estudantes.
“A teoria é o nosso alicerce, mas é a prática que nos molda. No campo assistencial, aprendemos a atuar em sintonia com outras especialidades, compreendendo o cuidado como uma rede integrada. Esse contato precoce amadurece o olhar clínico e prepara o estudante para decisões rápidas que o ambiente hospitalar exige”, ressaltou.
Xaiane também destacou que ensinar é uma oportunidade de fortalecer não apenas a técnica, mas valores fundamentais da assistência humanizada.
“O nosso compromisso é acolher esses futuros profissionais para que aprendam não apenas o fazer, mas também o ser um profissional de excelência. A qualidade técnica nunca deve ser separada da humanização. O paciente precisa se sentir seguro, respeitado e bem assistido”, completou.
Para o HMSA, ações como essa reforçam o compromisso da unidade com a formação técnica, ética, humanizada e qualificada dos futuros profissionais da saúde, promovendo um ambiente de aprendizado contínuo e alinhado às boas práticas assistenciais.
