Crer promove palestra sobre prevenção de acidentes com materiais biológicos
Capacitação abordou medidas preventivas, condutas profiláticas pós-exposição e dados epidemiológicos
Como medida para reforçar a segurança e bem-estar de seus colaboradores, o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), unidade da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES/GO), realizou, nesta terça-feira (2/06), uma palestra voltada à prevenção de acidentes com materiais biológicos no ambiente de trabalho e condutas profiláticas pós-exposição. A atividade foi destinada aos colaboradores assistenciais e da higienização da instituição e abordou dados epidemiológicos relacionados ao tema.
A palestra, conduzida por Tatiane Sardeiro, enfermeira da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) de Goiânia, abordou temas como a contaminação por patógenos de transmissão sanguínea, o risco de infecções locais ou sistêmicas causadas por bactérias, a necessidade do uso de Profilaxia Pós-Exposição com antirretrovirais, bem como os impactos psicológicos advindos de infecções.
Além disso, foi ressaltada a importância do descarte seguro de objetos perfurocortantes, além da imprescindibilidade do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), a atualização da carteira de vacinação e a capacitação contínua de colaboradores da área da saúde. Para Tatiane, quando se fala em acidentes com materiais biológicos, o mais importante é investir em prevenção, dado que o desgaste para o trabalhador, em casos de infecção, é enorme. “Mas, se houver um acidente, o colaborador precisa entender que o acompanhamento não encerra no dia da exposição, ele se estende por 6 meses, entre exames e consultas com infectologistas”, acrescenta.
Kleber Dourado dos Santos, técnico em Segurança do Trabalho do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (Sesmt) do Crer, aproveitou o momento para ressaltar com os colaboradores participantes o passo a passo que deve ser seguido dentro do hospital, em caso de exposição a material potencialmente contaminado. “O trabalhador deve interromper o procedimento e chamar um substituto; lavar o local com água e sabão ou soro fisiológico; comunicar a supervisão; verificar se é possível coletar amostra do paciente-fonte e ir imediatamente ao Sesmt, que irá acompanhar o colaborador ao ambulatório”, comenta.
Para Camila Barbosa, bióloga do Serviço de Gestão Ambiental do Crer, capacitar a equipe vai além de blindá-la contra patógenos graves. “Esse treinamento também diminui o impacto psicológico severo e a ansiedade que sucedem um acidente de trabalho. Ao mesmo tempo, colaboradores bem treinados garantem um ambiente assistencial livre de riscos e uma assistência muito mais segura e qualificada para os nossos pacientes”, completa.
A prevenção e a educação contínua são as principais ferramentas para reduzir acidentes com materiais biológicos dentro de uma unidade de saúde. Quando os profissionais conhecem os riscos e sabem como agir rapidamente após uma exposição, aumenta-se tanto a segurança individual, como a coletiva. “Todos precisam saber que a segurança não é um protocolo isolado, mas sim uma responsabilidade coletiva que protege a mim e ao meu colega”, ressalta Camila.
