Live Parada Estratégica debate caminhos para transformar o planejamento em execução e resultados
16 de outubro de 2026
Créditos: Danielle Ribeiro Brandão
Fotos: Gustavo Viscal e Rafael Lima Caixeta
Edição de outubro discutiu como transformar os objetivos estratégicos em iniciativas, planos de ação e entregas concretas, com foco na programação anual de 2027.
Com o tema “Reaquecendo o método: da estratégia à execução”, a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir) realizou, nesta quinta-feira (15), a edição de outubro da live Parada Estratégica, com transmissão para todas as unidades sob sua gestão. O encontro teve como foco o debate sobre como traduzir o planejamento estratégico em prioridades e ações coordenadas no dia a dia da instituição.
A live foi conduzida pelo gerente corporativo de Planejamento da Agir, Ricardo da Silva Nunes, e contou com a participação de Dante Garcia, superintendente de Gestão e Planejamento da Agir; André Alves dos Santos, diretor-geral do Hospital Estadual de Jataí Doutor Serafim de Carvalho (HEJ); e Carlos Eduardo, assessor executivo da Agir.
Ao analisar o papel da estratégia na condução institucional, Dante Garcia ressaltou que o planejamento funciona como um guia fundamental para os rumos da organização, afirmando que “quem não sabe um porto de chegada, quem não tem um porto de destino, qualquer caminho serve, não tem ventos favoráveis para isso”.
O superintendente destacou a importância de desmistificar e simplificar o método para engajar os mais de 13 mil colaboradores da Agir. “Reaquecer o método é revisitar o conhecimento que a gente está formando há anos... O convite é para cada um de vocês que estão fazendo acontecer na ponta, para vocês entenderem que planejamento não é uma ferramenta da Superintendência de Gestão e Planejamento: é sua, é nossa”, declarou.
Programação anual como escolha estratégica
Ao discutir a programação anual de 2027, Dante ressaltou que a estratégia conecta a situação atual da organização aos objetivos que ela pretende alcançar. Para transformar esse caminho em execução, explicou, é preciso definir prioridades e iniciativas que orientem o trabalho das equipes.
Segundo ele, as iniciativas devem explicitar a contribuição esperada ao longo do ano, enquanto os planos de ação organizam como o trabalho será realizado. A programação deve envolver lideranças e equipes, não se limitando meramente ao preenchimento de instrumentos.
Prioridades e integração na gestão hospitalar
A perspectiva da gestão hospitalar trouxe ao debate o desafio de manter o foco estratégico em meio às demandas urgentes da rotina. O diretor-geral do HEJ, André Alves dos Santos, observou que, em uma unidade hospitalar, diferentes setores precisam coordenar esforços para alcançar objetivos comuns.
“Uma equipe isolada não entrega o resultado como um todo”, afirmou. Segundo André, a direção estratégica ajuda a estabelecer prioridades, integrar as equipes e esclarecer responsabilidades.
O diretor-geral também ressaltou o papel das lideranças na comunicação dos objetivos e na mobilização das equipes. Para que o planejamento chegue à operação, colaboradores de diferentes níveis precisam compreender as iniciativas e os planos de ação dos quais participam, bem como a finalidade de cada entrega.
Da iniciativa à entrega concreta
Para que o planejamento estratégico se traduza em resultados, é necessário compreender como os objetivos se desdobram em iniciativas, planos de ação e entregas concretas. Durante a live, esse processo foi abordado a partir da diferenciação entre cada uma dessas etapas, destacando como elas se complementam na execução da estratégia.
O assessor executivo, Carlos Eduardo, explicou que a iniciativa indica o esforço previsto para o ano; o plano de ação organiza as atividades necessárias à execução; e o produto representa uma entrega que permite visualizar o resultado do trabalho.
“A iniciativa representa uma lente aberta, que mostra o esforço do ano todo; o plano de ação é o zoom que foca uma parte desse esforço e transforma em entrega”, explicou Carlos.
A conversa também abordou a importância de que os planos deixem claro o que será feito, com qual finalidade e qual resultado deverá existir ao final.
Como exemplo, os participantes mencionaram o Projeto Beira-Leito e a possibilidade de aprimorar práticas ligadas à experiência do paciente. O caso ilustrou como ações planejadas podem ir além da repetição de rotinas e contribuir para melhorias percebidas pelos usuários dos serviços de saúde.
A edição de outubro da Parada Estratégica destacou a importância de tornar o planejamento parte da rotina de gestão, conectando as decisões institucionais ao trabalho realizado nas unidades. O debate reforçou que a clareza sobre as prioridades e o envolvimento das equipes são fundamentais para que os objetivos traçados se convertam em entregas efetivas e contribuam para o avanço dos resultados da Agir.
