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HDS muda modelo de atendimento e amplia cuidado a pacientes com feridas crônicas em Goiás


22 de abril de 2026



Unidade passa a adotar plano individualizado com foco em diabéticos, grupo mais afetado por lesões de difícil cicatrização

O avanço dos casos de diabetes no Brasil tem ampliado também o número de pacientes com feridas crônicas, complicação que pode levar a infecções graves e até amputações. Diante desse cenário, o Hospital Estadual de Dermatologia Sanitária Colônia Santa Marta (HDS) iniciou uma mudança no modelo de atendimento para esse público.

A unidade passou a adotar o Plano Terapêutico Singular (PTS), estratégia que organiza o cuidado de forma individualizada e amplia a atuação da equipe multiprofissional, com foco inicial em pacientes diabéticos, que concentram grande parte dos casos atendidos.

Dados do Ministério da Saúde mostram que mais de 13 milhões de brasileiros vivem com diabetes, número que segue em crescimento e já atinge cerca de 12,9% da população. Entre as complicações mais comuns estão as feridas crônicas, especialmente nos pés. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, entre 19% e 34% dos pacientes desenvolvem úlceras ao longo da vida.

Referência no estado, o HDS mantém o único ambulatório especializado no tratamento de feridas crônicas em Goiás e acompanha cerca de 140 pacientes por mês. A mudança no modelo de assistência surgiu a partir da necessidade de ir além do curativo.

Antes, o atendimento estava centrado na lesão. Agora, a proposta é entender o paciente como um todo, identificando fatores que dificultam a cicatrização, como controle glicêmico inadequado, condições socioeconômicas e dificuldades de adesão ao tratamento.

O PTS foi pensado para organizar melhor o cuidado. Começamos pelos pacientes com diabetes porque eles representam uma parcela importante dos casos e exigem um acompanhamento mais amplo”, explica a supervisora do ambulatório de feridas, Giovana Brasiliense.

O novo modelo começa com um levantamento detalhado do histórico clínico e das condições de saúde do paciente. A partir dessas informações, os casos são discutidos em equipe, envolvendo diferentes profissionais, que definem as condutas mais adequadas de forma conjunta.

Além do acompanhamento médico, os pacientes podem ser encaminhados para áreas como nutrição, psicologia e fisioterapia. A proposta é construir um plano de cuidado possível de ser seguido, respeitando a realidade de cada pessoa.

Com reuniões semanais e monitoramento contínuo, o ambulatório passa a atuar de forma mais estruturada. A expectativa é reduzir complicações, evitar agravamentos e fortalecer o papel do HDS como referência no atendimento especializado no estado.