Agir promove live sobre conscientização e enfrentamento à violência contra mulher
Agosto Lilás: evento pauta conscientização, sinais de abuso e a importância da rede de apoio.
Em alusão ao Agosto Lilás, a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir) promoveu, nesta sexta-feira (21), uma transmissão focada na conscientização e no combate à violência doméstica. O evento contou com a participação especial da Tenente-Coronel Dayse Pereira Vaz Veiga, Comandante do Batalhão Maria da Penha, e foi mediado por Dhennifer Lourena, técnica de segurança do trabalho no SESMT da instituição.
Durante a conversa, a Comandante destacou que o combate aos abusos vai muito além da atuação policial e exige o engajamento coletivo. “A violência não é uma pauta só de segurança pública, é uma pauta da sociedade. É por isso que é necessário ter uma rede de apoio. Não custa nada ligar para a emergência”, ressaltou Dayse. Além disso, foi-se discutida a importância de reconhecer os sinais de abuso, e o papel da rede de apoio nesse processo, para além da medida protetiva.
Para ajuda e encaminhamentos de denúnciais, ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, que é gratuito e disponível 24 horas. Em casos de emergência, acione imediatamente a Polícia Militar pelo 190. Para registrar boletins de ocorrência e receber orientações sobre a solicitação de medidas protetivas, procure a delegacia mais próxima ou uma Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM).
Sinais de abuso e os números alarmantes
Um dos pontos centrais da conversa foi a identificação de comportamentos abusivos, que frequentemente começam de forma sutil através de controle excessivo, dependência financeira e restrições à autonomia, como proibir a vítima de trabalhar. Segundo Dayse, a sociedade muitas vezes romantiza as atitudes do agressor no início da relação.
A Tenente-Coronel ainda alertou para a gravidade dos indicadores que antecedem os casos mais extremos. “Nós temos dados preocupantes de violência contra a mulher, especialmente do feminicídio, que é o ápice. O feminicídio não é o começo, antes costuma ter uma violência que, nem sempre, é visível, nem sempre as mulheres identificam aquilo como uma violência, e nem sempre essa mulher procurou a polícia anteriormente”, explicou.
Agir no combate à violência doméstica
A realização desta iniciativa reforça o compromisso da Agir com a promoção da saúde e bem-estar de suas colaboradoras e da comunidade. Ao abrir espaço para discussões sobre as alterações neurobiológicas e os impactos psicológicos causados pelo ciclo do abuso, a organização atua diretamente na conscientização e no acolhimento, ajudando a quebrar as barreiras do silêncio e do isolamento.
A relevância de debates como este ganha ainda mais força diante do cenário estatístico apresentado durante o evento. Com quase 35 mil medidas protetivas ativas no estado de Goiás e o dado alarmante de que mais de 92% das vítimas de feminicídio não possuíam essa proteção nem haviam registrado denúncias anteriores, fica evidente a urgência de disseminar informação sobre os recursos de prevenção.
Ao capacitar sua rede para identificar sinais de perigo e incentivar o amparo familiar sem julgamentos, a Agir reafirma seu papel social na construção de um ambiente seguro e na preservação de vidas
